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quarta-feira, 16 de abril de 2014

Detox: O que se passou com Peaches?

A semana passada fui convidada a comentar a temática que voltou a colocar os "Sumos Detox" na boca do mundo, mas desta vez, não pelas melhores razões!

O Jornal i contactou-me a fim de responder a uma série de questões que esclarecessem os seus leitores sobre os perigos das dietas levadas ao extremo (veja artigo AQUI).


Como é sabido a modelo e apresentadora Peaches Geldof faleceu inesperadamente aos 25 anos, em casa, depois de ter comentado publicamente que estava a seguir uma dieta restritiva à base de sumos de vegetais, com o objectivo de perder 4kg numa semana. Pelo que consegui apurar tratava-se de uma dieta exclusiva de sumos ao qual chamava de “Juicing” (ou seja jejum de líquidos) que incluia 3 sumos por dia e nada mais, durante o período de um mês.
Anteriormente Peaches já tinha perdido muito peso seguindo dietas da moda, motivo pelo qual tinha sido referênciada como modelo a seguir. Contudo a forma como encarava a sua alimentação e regime alimentar/militar já tinha sido alvo de críticas e tinha sido aliás alertada para as consequências destas dietas tão radicais. A sua trágica morte veio alertar todo o mundo para esta questão: “ser magra sim, mas não a todo o custo!

É fundamental, caso tenha dúvidas, procurar ajuda de um nutricionista e estabelecer metas realistas, assim como estratégias saudáveis. Deixar de comer nunca deve ser a solução!!!

Na minha opinião enquanto nutricionista e consumidora de sumos funcionais, parece-me que esta questão é muito simples: tudo o que é levado a um extermismo pode ser mau e prejudicial, tanto para a saúde física como psíquica. 
Aconteceu com uma dieta de sumos, mas poderia ter acontecido com uma dieta de saladas, ou sopas ou qualquer outro regime (que não diria, neste caso, alimentar mas sim militar) que excluisse grupos alimentares.

Algo que refiro sempre que me entrevistam a propósito dos sumos detox ou qualquer outro tema relacionado com modas alimentares é que não existe nenhum alimento (por muito saudável que seja) que possua todos os micro e macro nutrientes essenciais necessários a uma alimenentação equilibrada. A nossa dieta deve ser sempre variada e completa, e só consegue sê-lo se incluir todos os diferentes alimentos dos vários grupos alimentares.

Tenho pena que estes sumos que ainda ontem eram tão bons, hoje serem associados a notícias tão tristes!

Não vale a pena alarmismos, apenas consciencia e bom senso. Se tem dúvidas quanto ao melhor sumo para si, para o seu objectivo ou sobre a forma de os tomar, consulte um nutricionista com experiência em sumos funcionais, pois conseguirá construir um sumo que vá de encontro às suas necessidades e que não coloque em risco o seu bem-estar e saúde.

Basei-se sempre em informação de qualidade, de referência e validada. Não se esqueça, que tal como nas dietas ou planos alimentares, o que é eficiente para uma pessoa pode não se ajustar a si.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Compulsão Alimentar, já ouviu falar?


Mensalmente escrevo para a revista ZEN Energy (aproveite para comprar a sua edição do mês de Fevereiro, nas bancas esta semana) publicando artigos variados sobre temas relacionados com a alimentação e nutrição de interesse geral.

Este mês pediram-me para este mês falar sobre Compulsão Alimentar. Já ouviu falar sobre este distúrbio alimentar?


Certamente já conhece Doenças do Comportamento Alimentar como Anorexia e Bulimia Nervosas, mas a compulsão alimentar também faz parte deste rol de patologias associadas à relação que desenvolvemos com os alimentos, mas que ultrapassa em muito o carácter nutricional exclusivo e entra no domínio do emocional/psicológico/psiquiátrico.


Segundo o Manual de Diagnóstico e Estatístico das Perturbações Mentais (DSM-IV-TR), a compulsão alimentar pode ser compreendida como um transtorno em que ocorrem episódios frequentes (pelo menos 2x por semana) e quando esse comportamento se prolonga por um período específico (6 meses). 

Além disso, para ser caracterizado como Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica, esse comportamento deve necessariamente estar acompanhado de outros, como perda de controle e não pode estar associado a comportamentos compensatórios para perder peso, o que, no caso, configuraria um quadro de bulimia.